
Quando ouvia a galerë falando a sentença acima pensava comigo mesmo que esta seria uma visão quadrada sobre quem trabalha á noite, atrelado à boemia, autônomo com trabalhos esporádicos. Mas, eu percebi ao entrar nesse mundo que pode muito bem ser uma visão literal de quem acha que é só por um violão no colo e esperar aplausos depois de meia dúzia de música dos outros.
Espero que este post se torne referência no Google, como o post sobre Propagandista Farmacêutico do meu amigo Renato Muller. e que tenha a repercursão que ele teve. Se a categoria se sente ofendida é porque existem verdades aqui. Nada dói mais que a verdade.
Se eu pensar quem são os músicos que trabalham, encontramos:
*DONOS DE ESTÚDIO: aqueles que preferem a casa vazia à ter que dar um chorinho de 5 minutos para as bandinhas que vão dividir os 20 reais/hora em 5 pessoas. E o pior é q o vagabundo dono do estúdio NÃO quer dar troco para todo mundo.
*VENDEDORES DE INSTRUMENTOS: Acho que é o pior de todos. os caras ao invés de vender o instrumento que o cliente quer, atrelam a qualidade do atendimento e do instrumento à abilidade de quem compra. Se vc é prego, ganha um Tonante, se é virtuose, leva as coisas caras. Vagabundo que nem tenta vender coisa cara para não ter uma comissão maneira. Isso quando eles não pegam um instrumento e ficam lá tocando e simplesmente esquecem de vc.
*PROFESSORES DE MÚSICA: esses variam um pouco, pois existem uns que trampam de verdade. Mas tem aqueles do gênero "cobro caro e finjo que tenho alunos pacas" e não marca aulas, ou as desmarca falando que está ocupado. Tem aqueles autônomos, que se a aula for na sua casa, tem 50$ a mais no preço ou seja, o cara gasta quase um tanque de gasolina para ir para qualquer lugar. Há também os professores de conservatórios, que terminam a aula de hora e meia quase 30 minutos antes, para começçar a vadiaj mais cedo.
*MÚSICO QUE PROCURA "TRABALHO SÉRIO": só perde para os vendedores. Geralmente, moleques entre 18 e 22 anos, que já tiveram bandinha de covers e continuam achando que viver de música é ter o pai levando até onde é o show, pagando os ensaios e que pode rocar uma noite de trabalho por uma de balada. Cancela ensaios por causa de ressacas e noites mal-dormidas. Acham que o trabalho sério é esperar quue alguém da banda faça tudo e ele só perecise aparecer no dia do show.
* DONOS DE BIG BANDS PARA FESTAS TIPO CASAMENTO: geralmente é o velhão tocando teclado. Esses trabalham mesmo, ficam até ricos, mas exploram os jovenzinhos que são seus "funcionários". Desses conheço pouco, mas tenho péssimas referências.
Não queria generalizar tanto, mas falei só de uma triste maioria que fala pelo todo. Penso que essas coisas acontecem porque quem quer viver de música nunca teve um trabalho mais básico em outras áreas para ter referências de responsabilidade, hierarquia, ganhos ou mesmo gana. É ruim pensar quue são ótimas pessoas e ótimos profissionais com esses prolemas. Deve ser por isso que a música brasileira está nos frangalhos em que se encontra. Quem trabalhar pode se destacar nesse meio. Aí vê-se como são poucos os que o fazem.
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